Todos os Jogos da 9° Rodada da Série “A” do Brasileirão

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Sábado, 05/07/2008

18:20 - Sport x Cruzeiro

18:20 - Atlético-PR x Santos

18:20 - Flamengo x Náutico

Domingo, 06/07/2008

16:00 - Figueirense x Vasco

16:00 - Internacional x Coritiba

16:00 - Portuguesa x Vitória

16:00 - Atlético-MG x Palmeiras

18:10 - São Paulo x Ipatinga

18:10 - Goiás x Fluminense

18:10 - Botafogo x Grêmio

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Flamengo x Náutico - Campeonato Brasileiro - Série “A” - Transmissão ao Vivo


Data: 05/07/2008 (sábado) - Horário: 18:20h

Local: Estádio Mario Filho – Maracanã


ESCALAÇÃO

Flamengo

Bruno, Leonardo Moura, Dininho, Ronaldo Angelim, Juan, Jaílton, Cristian, Kléberson, Renato Augusto, Marcinho, Obina. Técnico: Caio Jr.

Náutico

Eduardo, Everaldo, Vágner Silva, Negretti, Helton, Ruy, Ticão, Radamés, Itaqui, Felipe, Wellington, Kuki. Técnico: Leandro Machado.

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Tv Futebol Web

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Arbitragem do Jogo

JAILSON MACEDO FREITAS/BA(ASP.FIFA)
ALESSANDRO ALVARO ROCHA DE MATOS/BA(FIFA )
ADSON MARCIO LOPES LEAL/BA
4º ÁRBITRO
ANDRE LUIZ PAES RAMOS/RJ
OBSERVADOR
DANIEL POMEROY/RJ

FLAMENGO x NÁUTICO - Retrospecto no Brasileiro


Jogos: 18 - RJ (9), PE (9)
Vitórias: 11 (61%) - RJ (8), PE (3)
Empates: 4 (22%) - RJ (1), PE (3)
Derrotas: 3 (17%) - RJ (0), PE (3)
Gols pró: 29
Gols contra: 12

Resultado mais comum: 2×0 - 4 vezes
Maior sequência sem perder: 8 jogos -1975 a 1984
Maior seqüência sem ganhar: -
Jogador que fez mais gols: Zico - 4 gols

Jogos memoráveis:
Náutico 0×1 Flamengo - 1972
Flamengo 4×1 Náutico - 1973
Flamengo 3×0 Náutico - 1975
Náutico 0×3 Flamengo - 1976
Náutico 3×4 Flamengo - 1982
Flamengo 2×0 Náutico - 1989
Flamengo 2×1 Náutico - 2007

Locais de vendas antecipadas:

Julho 1, 2008

LDU CAMPEÃ DA LIBERTADORES - FLuminense entrega o Titulo nos Penaltis

Uma decepção do tamanho da América

Flu mostra garra, faz 3 a 1 no tempo normal, mas falha nos pênaltis e perde a taça

Agência / EFE

Fluminense falha nos pênaltis e a LDU é campeã da Libertadores!

Conca, Thiago Neves e Washington perdem as cobranças e goleiro Cevallos vira o herói

O sonho terminou. Mas o torcedor tricolor não tem motivos para chorar. O time lutou, foi valente. Só caiu na disputa dos pênaltis. Após vencer por 3 a 1 no tempo normal, com gols de Thiago Neves, o Fluminense perdeu por 3 a 1 na penalidade. Conca, Thiago Neves e Washington, três dos principais jogadores do time, tiveram as cobranças defendidas pelo goleiro Cevallos. E a LDU conquistava o título da Taça Libertadores nesta quarta-feira, no Maracanã. No primeiro jogo, disputado em Quito, os equatorianos venceram por 4 a 2.

Pelo segundo ano consecutivo, um clube brasileiro perdeu a decisão da Libertadores. Em 2007, o Grêmio foi derrotado pelo Boca Juniors, da Argentina, na final.

A LDU é o quarto clube classificado para o Mundial de Clubes da Fifa, que acontece em dezembro, no Japão. Já haviam assegurado a vaga o Manchester United-ING (campeão europeu), o Pachuca-MEX (campeão da CONCACAF) e o Waitakere United (campeão da Oceania). Outras três vagas ainda estão em jogo e serão conhecidas apenas em novembro. São para o campeão da África, o da Ásia e o do Campeonato Japonês. Como campeão da Conmebol, o time equatoriano já entra na disputa na semifinal.

Após o susto, o alívio com Thiago Neves no primeiro tempo

André Durão /GLOBOESPORTE.COM

Thiago Neves empata para o Fluminense

No vestiário, os jogadores receberam as camisas das mãos de seus familiares. Quando o time entrou em campo, uma linda festa começou na arquibancada. Fogos de artifício, sinalizadores verdes com os torcedores, bandeiras e camisas eram balançadas. Antes de a partida começar, os jogadores se reuniram em campo para uma corrente.

Mas aos cinco minutos veio o balde de água fria. Guerrón fez uma festa pela direita e cruzou rasteiro. Bolaños apareceu livre e chutou forte, no canto direito de Fernando Henrique, que não teve muito a fazer. A LDU abria o placar: 1 a 0.

O Maracanã ficou em silêncio. A torcida, apreensiva. Quando Washington dominou e ficou livre na área, veio a chance de empate. Mas o chute foi para fora. Será que não seria o dia tricolor? A resposta veio rápida. Thiago Neves arriscou de longe. E o goleiro Cevallos aceitou. Bola rasteira no canto esquerdo. Era o empate do Fluminense. A torcida recuperava a esperança. E assim como nos confrontos contra o São Paulo e o Boca Juniors, o time conseguia reagir minutos depois sofrer um gol.

Apesar do empate, a torcida tricolor seguiu quieta. Só se manifestava para protestar contra o árbitro Hector Baldassi, que estava benevolente com as faltas duras da equipe equatoriana, principalmente em Thiago Neves, e economizava nos cartões amarelos.

O Fluminense não estava bem. Tanto que aos 25 minutos, Dodô começou a se aquecer. A LDU fazia cera, o jogo ficava muito tempo parado. E Hector Baldassi também não tomava qualquer atitude irritando os tricolores. Mas o Fluminense tinha a objetividade dos campeões. Chegava e marcava. Aos 28 minutos, Junior César cobrou rápido um lateral para Cícero, que cruzou para Thiago Neves. O meia completou de primeira para o fundo da rede. Era a virada tricolor! O gol que precisava para a torcida voltar a gritar.

Nem o susto de Fernando Henrique, que errou ao sair uma bola e quase deu um gol feito ao adversário, calou os torcedores. Logo depois, Washington recebeu e foi derrubado por Ambrossi na área. Pênalti claro, mas o árbitro Hector Baldassi não deu nada para a revolta geral dos tricolores. Renato Gaúcho discutia com o quarto árbitro. Depois, com o bandeira. Não parava de reclamar do árbitro. E o primeiro tempo terminava.

De falta, o gol salvador!

Agência / EFE

Para o segundo tempo, Renato Gaúcho colocou o atacante Dodô no lugar de Ygor. Com isso, Cícero passou a jogar mais recuado. E foi do artilheiro a primeira chance. Após receber na área, Dodô deixou o marcador no chão e chutou. A bola foi por cima do travessão.

E Dodô estava mordido realmente com a reserva. Aos sete minutos, o atacante dominou na área e chutou. A bola desviou em Calle e bateu na trave antes de sair para escanteio.

Aos 11 minutos, Thiago Neves sofreu falta na entrada da área. Ele mesmo cobrou. Com perfeição, no canto esquerdo de Cevallos, que pulou atrasado. Era o terceiro gol do Fluminense. O Maracanã tremeu tamanha a festa da torcida. Vale lembrar que na véspera da partida, no último treino nas Laranjeiras, o meia teve um aproveitamento espetacular nas cobranças de falta. Das sete que tentou, fez cinco gols e acertou uma vez o travessão.

O jogo ficou nervoso. Com o resultado, a partida iria para a prorrogação. A LDU resolveu sair mais. Urritia arriscou de fora da área e Fernando Henrique espalmou para escanteio. Logo depois, Bieler chutou da entrada da área e a bola bateu na trave direita do goleiro tricolor.

O Fluminense diminuiu um pouco o ritmo. E deixou de explorar a insegurança do goleiro equatoriano Cevallos. Ele quase entregou em um chute de Conca no meio do gol. A defesa, toda atrapalhada, aconteceu com uma das mãos. Aos 36 minutos, falta perigosa a favor do Tricolor. Conca cruzou para a área e Washington cabeceou por cima do travessão.

Os torcedores voltaram a apoiar o time com os gritos de “Nense”. Mas o Fluminense preferiu não se arriscar. E a partida foi para a prorrogação. Mais 30 minutos de emoção pela frente.

Prorrogação com poucas chances

Agência/Photocâmera

Renato Gaúcho reclama da arbitragem

O tempo extra foi nervoso. A LDU tentava ganhar tempo nas bolas paradas, mas também atacava. Principalmente com Guerrón. O Fluminense tinha as melhores chances nos chutes de longe. Primeiro com Thiago Neves, depois com Thiago Silva. Ambos para fora.

Junior César também tentava aparecer pela esquerda, mas os cruzamentos paravam nas cabeças dos equatorianos. Em uma sobra, Dodô chutou com força por cima do travessão. O tempo parecia passar mais rápido. E terminou o primeiro tempo.

Maurício entrou no lugar de Gabriel, bastante cansado. Mas o segundo tempo começou em ritmo lento. Aos 11 minutos, um lance polêmico. Cruzamento longo para a área e Bieler fez o gol de cabeça. De forma errada, o bandeira Ricardo Casas marcou impedimento e o árbitro Hector Baldassi anulou prejudicando o time equatoriano.

O jogo voltou a ficar emocionante. Thiago Neves recebeu na área e chutou cruzado. Cevallos fez difícil defesa e evitou o gol. Aos 14 minutos, contra-ataque rápido da LDU e Luiz Alberto é obrigado a derrubar Guerrón na entrada da área. O zagueiro, que já tinha cartão amarelo, foi expulso. Era o último lance da partida. Mas Ambrossi cobrou na barreira. E o título seria decidido nos pênaltis.

Pênaltis

Cobranças
Fluminense LDU
Conca PERDEU Urrutia GOL
Thiago Neves PERDEU Campos PERDEU
Cícero GOL Salas GOL
Washington PERDEU Guerrón GOL
Dodô —– Bieler —–

Urrutia abriu a disputa. Um chute forte no meio do gol. Fernando Henrique caiu para o lado direito. LDU 1 a 0. Conca seria o primeiro cobrador tricolor. E o argentino perdeu. Chute forte, mas no meio. Cevallos defendeu.

Campos bateu o segundo pênalti para a LDU. E Fernando Henrique defendeu. Festa no Maracanã. A torcida gritou o nome do goleiro tricolor. Thiago Neves tinha a missão de deixar tudo igual. Mas decepcionou. Chute rasteiro no lado direito de Cevallos, que defendeu com os pés. E Salas não perdoou. Fez o segundo gol da LDU.

Cícero foi o terceiro cobrador tricolor. E finalmente fez o primeiro do Fluminense. Mas a vantagem ainda era equatoriana. Guerrón abriu a quarta série. E deixou o Fluminense em situação complicada: 3 a 1.

Washington foi cobrar sob pressão. Se perdesse, a série acabava. O chute foi no canto direito. E Cevallos defendeu. A LDU era campeã da Libertadores! Silencio e choro no Maracanã. Os torcedores, sem acreditar, não saiam da arquibancada. Mas a festa era equatoriana.

Ficha técnica:

FLUMINENSE 3 (1) x 1 (3) LDU
Fernando Henrique, Gabriel (Maurício), Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor (Dodô), Arouca (Roger), Cícero, Thiago Neves e Conca; Washington. Cevallos, Campos, Calle e Araujo; Ambrossi, Vera, Urrutia, Manso (Araújo) e Bolaños (Salas); Guerrón e Bieler
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Edgardo Bauza.
Gols: Bolaños aos cinco minutos, Thiago Neves aos 11 e aos 28 minutos do primeiro tempo; Thiago Neves aos 12 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Luiz Alberto, Thiago Silva e Cícero (Fluminense); Bieler, Vera, Cevallos e Guerrón (LDU)

Cartão vermelho: Luiz Alberto (Fluminense)

Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro.

Data: 02/07/2008.

Público: 78.918 pagantes Renda: R$ 3.910.044,00 Árbitro: Hector Baldassi (ARG).

Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernán Maidana (ARG).

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O segundo e decisivo jogo será no dia 2 de julho, no Maracanã, no mesmo horário. A TV Globo e o SporTV transmitem as duas partidas ao vivo, e você acompanha todos os detalhes em Tempo Real no BLOGÃO DO FUTEBOL.

Assista o SEGUNDO confronto para decidir o campeão da Taça Libertadores

Tricolor precisa vencer a LDU por três ou mais gols de diferença para ser campeão da Libertadores pela primeira vez

Fluminense e LDU começam a decidir a final da Libertadores na próxima quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), em Quito. As duas equipes se enfrentaram na primeira fase do campeonato. Em Quito, empate sem gols. No jogo da volta, o Tricolor venceu a LDU por 1 a 0, mas a equipe equatoriana jogou com um time quase todo reserva.

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Ambas as equipes estão se poupando nas competições nacionais visando ao titulo inédito da Taça Libertadores - LDU e Fluminense chegam pela primeira vez à decisão da competição. No entanto, vivem momentos distintos. Sempre com reservas, o time carioca ocupa a lanterna do Brasileirão de sete rodadas. A equipe equatoriana, por sua vez, poupou titulares no último fim de semana e perdeu por 2 a 1 para o El Nacional, mas é vice-líder do campeonato.


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Tabela do Brasileirão 2008

Campeonato Brasileiro 2008

Colocação Equipe PG J V E D GP GC SG %
Manteve-se na mesma posição em relação à rodada anterior Flamengo 19 8 6 1 1 18 8 10 79%
Manteve-se na mesma posição em relação à rodada anterior Grêmio 17 8 5 2 1 13 4 9 71%
Manteve-se na mesma posição em relação à rodada anterior Cruzeiro 17 8 5 2 1 15 7 8 71%
Subiu em relação à rodada anterior Palmeiras 16 8 5 1 2 13 8 5 67%
Subiu em relação à rodada anterior Vitória 14 8 4 2 2 10 5 5 58%
Desceu em relação à rodada anterior Náutico 14 8 4 2 2 10 7 3 58%
Desceu em relação à rodada anterior São Paulo 13 8 3 4 1 13 7 6 54%
Manteve-se na mesma posição em relação à rodada anterior Portuguesa 12 8 3 3 2 12 12 0 50%
Subiu em relação à rodada anterior Vasco 11 8 3 2 3 11 10 1 46%
10º
Desceu em relação à rodada anterior Coritiba 10 8 2 4 2 9 8 1 42%
11º
Desceu em relação à rodada anterior Atlético-MG 10 8 2 4 2 11 12 -1 42%
12º
Desceu em relação à rodada anterior Atlético-PR 9 8 2 3 3 9 8 1 38%
13º
Subiu em relação à rodada anterior Figueirense 9 8 2 3 3 11 20 -9 38%
14º
Subiu em relação à rodada anterior Internacional 8 8 2 2 4 9 12 -3 33%
15º
Desceu em relação à rodada anterior Sport 8 8 2 2 4 7 10 -3 33%
16º
Manteve-se na mesma posição em relação à rodada anterior Botafogo 8 8 2 2 4 6 9 -3 33%
17º
Subiu em relação à rodada anterior Santos 6 8 1 3 4 6 13 -7 25%
18º
Desceu em relação à rodada anterior Goiás 6 8 1 3 4 7 15 -8 25%
19º
Desceu em relação à rodada anterior Ipatinga 5 8 1 2 5 8 17 -9 21%
20º
Manteve-se na mesma posição em relação à rodada anterior Fluminense 3 8 0 3 5 4 10 -6 13%

Empate no retorno do Atletiba

No retorno do Atletiba à Série A, empate: 1 a 1

Times não se enfrentavam no Brasileiro há 2 anos. Furacão sai na frente mas falha no fim

Furacão, que reencontra o Coxa na Série A, começa na frente, com um gol de pênalti, mas toma gol no fim da partida, que termina 1 a 1

No Atletiba dos reencontros, deu empate. Depois de dois anos sem se enfrentarem

no Campeonato Brasileiro - o Coritiba roi rebaixado em 2006 e disputou a Série B em 2007 -, o clássico foi bastante disputado na Arena da Baixada e terminou com um empate emocionante por 1 a 1. O resultado fez justiça ao bom futebol das das equipes, que mostraram equilíbrio de forças.

Alan Bahia, de pênalti, para o Atlético-PR, e Marcos Tamandaré, para o Alviverde, marcaram os gols, ambos no segundo tempo.

Com o resultado, os clubes se mantiveram nas posições da rodada anterior. O Coxa subiu para dez pontos ganhos e está em 10º lugar. O Furacão, com nove pontos, se encontra em 12º. Na próxima rodada, o Atlético-PR recebe o Santos, sábado, na Arena da Baixada, enquanto o Coritiba vai a Porto Alegre, no domingo, enfrentar o Internacional.

Furacão no ataque

Esperava-se que o pontapé inicial da partida fosse dado pelo filho sueco de Garrincha, Ulf Lindberg, em comemoração aos 50 anos da conquista da Copa do Mundo da Suécia, em 1958 - a homenagem ficou para o intervalo. Mas o convidado de honra da partida ficou nas tribunas para ver o Furacão dar a saída e buscar o ataque. Foi um primeiro tempo em que a equipe rubro-negra teve mais posse de bola e criou algumas oportunidades, principalmente no fim do primeiro tempo, quando o goleiro Edson Bastos se destacou. Mas quem teve a melhor chance de abrir o placar nos primeiros 45 minutos foi o Coxa, que ficou bem plantado na marcação e saía com perigo nos contra-ataques.

Em casa, o Furacão, precisando vencer para passar o arqui-rival na tabela, partiu para o ataque. Da direita para a esquerda, Nei, aos cinco minutos, viu Márcio Azevedo avançar e tocou. O lateral-esquerdo soltou uma bomba que empolgou a torcida rubro-negra - a bola passou rente à trave.

Era uma prévia de como seria o clássico. O troco foi imediato do Coritiba, aos sete minutos, pela direita. Só que Alex Silva, ao receber na área, bateu prensado na zaga atleticana. E era lá e cá. O colombiano Ferreira, de volta à equipe depois de uma temporada no futebol árabe, arrancou pela esquerda em velocidade e cruzou, só que também foi prensado, e a bola sobrou para o goleiro Édson Bastos.

Coxa perde gol feito

Netinho, também de volta ao Furacão após se recuperar de contusão, procurava triangulação pela esquerda com Ferreira e Márcio Azevedo. Foi a jogada forte da equipe rubro-negra na primeira etapa. O Coxa entrava tocando pelo meio congestionado e cavava bem as faltas. Numa delas, aos 15, Carlinhos Paraíba cobrou com perigo, para fora. Aos 18, o camisa 10 do Coxa iniciou jogada que culminou com um lançamento de Jéci na medida para Michael, que perdeu gol feito ao bater fraco, nas mãos de Gallato.

Se o Furacão tinha mais a posse de bola, esbarrava no forte sistema defensivo do Coritiba, que conseguia neutralizar as principais jogadas - Wallyson e Marcelo Ramos não tiveram uma chance de gol. E foi do Coxa a chance mais clara, com Michael, fora que as cobranças de falta de Carlinhos Paraíba incomodavam - aos 28, Gallato encaixou mais um tiro do camisa 10 alviverde.

Aos 31, um lance polêmico. Os jogadores rubro-negros reclamaram de toque com a mão de Carlinhos Paraíba em bola alçada na área. O árbitro Paulo César Oliveira deixou o jogo seguir. Daí em diante, começou a aparecer como destaque o goleiro do Coxa, Édson Bastos. Num miniescanteio aos 38, Netinho bateu direto, e o goleiro espalmou para escanteio. Na seqüência, numa confusão na área, salvou novamente, com um tapinha. Em outra falta pela direita, aos 41, cobrada por Netinho, voou para espalmar para córner.

Mudanças nos times

Os treinadores mexeram em suas equipes no segundo tempo. No Furacão, Roberto Fernandes botou Pedro Oldoni no lugar do apático Wallyson. No Coxa, Dorival Júnior pôs Marcos Tamandaré no lugar de Alex Silva na tentativa de impedir as jogadas pela esquerda do Rubro-Negro. No início, não deu certo. Continuavam a cair por ali Márcio Azevedo - o destaque do Atlético -, Ferreira e Netinho, que aos 10 resolveu bater do meio da área. Edson Bastos bateu roupa e deu susto à defesa.

A partida esquentou. De camisa 10 para camisa 10. Carlinhos Paraíba, um dos melhores do Coritiba, quase abriu o placar ao cobrar falta que foi no ângulo esquerdo de Gallato, que se esticou para salvar para escanteio. O goleiro rubro-negro brilhou na seqüência, ao defender cabeçada de Maurício.

O Coxa voltou mais ofensivo para a segunda etapa. Carlinhos Paraíba, dominando o meio-campo, arriscava chutes de fora da área. Preocupado, o técnico rubro-negro, Roberto Fernandes, tirou Marcelo Ramos para pôr Renan no meio-campo. Aos 29, outra cobrança de falta de Carlinhos Paraíba para o Coxa, outra grande defesa de Gallato, a esta altura o destaque do segundo tempo. Aos 30, desespero para o Furacão, que ficou com um a menos: Valencia, que já tinha cartão amarelo, fez falta em Marlos e foi expulso.

Pênalti e gols

Tudo mudou aos 34 minutos. Nei tocou para Ferreira, recebeu de calcanhar, invadiu a área e foi derrubado por Maurício, que foi expulso. Pênalti para o Atlético. Melhor para o Furacão, só o gol, de Alan Bahia, aos 35, que cobrou com paradinha: 1 a 0. O jogador, que estava enfaixado na cabeça desde o fim do primeiro tempo, quando se machucou após dividida, marcou seu terceiro gol no Campeonato Brasileiro

Mas a emoção não terminou aí. Aos 41, Marcos, que entrara no lugar de Alex Michael, empatou a partida para o Coxa, de cabeça, fazendo justiça. Afinal, no clássico dos reencontros, houve equilíbrio de forças.

Ficha Técnica

ATLÉTICO-PR 1 x 1 CORITIBA
Gallato, Nei, Antônio Carlos, Danilo e Márcio Azevedo; Alan Bahia, Valencia, Netinho e Ferreira; Marcelo Ramos (Renan) e Wallyson (Pedro Oldoni). Edson Bastos, Maurício, Jéci e Nenê; Alex Silva (Marcos Tamandaré); Rodrigo Mancha (Henrique Dias), Leandro Donizete, Carlinhos Paraíba e Ricardinho; Michael (Marlos) e Cadu.
Técnico:Roberto Fernandes Técnico: Dorival Júnior
Gols: Alan Bahia, de pênalti, aos 35, e Marcos Tamandaré, aos 41 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Valencia, Marcelo Ramos e Netinho (Atlético-PR) e Maurício, Cadu, Michael e Ricardinho (Coritiba). Cartão vermelho:Público: . Renda: Valencia (Atlético-PR) e Maurício (Coritiba).
Estádio: Arena da Baixada. Data: 28/06/2008. Árbitro: Paulo Cesar Oliveira. Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Gilson Bento Coutinho (PR). .

Bota empata com o Flu no Maracanã

Alvinegro continua em posição delicada na tabela do Campeonato Brasileiro 2008

O Maracanã impressionava pela falta de público. Pouco mais de 9 mil pessoas pagaram para assistir ao clássico entre Fluminense, que novamente entrou em campo com um time reserva, e Botafogo, neste domingo, e os jogadores se mostraram “inspirados” por este fato. O resultado da partida, válida pelo Campeonato Brasileiro, não poderia ser outro: 0 a 0.

O resultado manteve o Tricolor na lanterna da competição, com apenas três pontos em oito partidas. No entanto, a equipe agora tem todas as atenções voltadas para a final da Libertadores, na próxima quarta-feira, contra a LDU. O Botafogo se manteve fora da zona de rebaixamento, mas soma apenas oito pontos, e chega à terceira partida consecutiva sem vencer.

Pouca inspiração desde o apito inicial

Parece que a falta de público no Maracanã influenciou no desempenho dos jogadores no início da partida. Apesar da maior movimentação do Botafogo, houve poucos lances interessantes nos primeiros minutos. A primeira boa chance surgiu apenas aos 13 minutos, quando Wellington Paulista arriscou de longe e a bola desviou na zaga do Fluminense, passando perto do travessão de Fernando Henrique.

O Tricolor foi aos poucos ganhando corpo, e assustou o adversário com jogadas em velocidade. A primeira aconteceu aos 25 minutos. Num contra-ataque, Tartá recebeu a bola pelo lado esquerdo, passou por Ferrero e cruzou rasteiro. Frente a frente com Castillo, Alan não alcançou.

Mas apenas aos 29 minutos ouviu-se a primeira manifestação de torcedores no Maracanã. O Fluminense chegou novamente com perigo, e Leandro Guerreiro salvou a bola nos pés de um adversário. Os tricolores finalmente gritaram “Nense”. Aos 34, o zagueiro Sandro subiu sozinho para cabecear após uma cobrança de escanteio, mas Castillo defendeu com segurança.

Insatisfeito com a produtividade de seu ataque, o técnico Geninho não esperou o intervalo para fazer a primeira substituição. Ele tirou Túlio e colocou Vanderlei para fazer companhia a Wellington Paulista.

A torcida do Botafogo acordou apenas aos 38 minutos, mas não por causa de um ataque, e sim por uma defesa de Castillo. O goleiro saiu de forma arrojada nos pés de Maurício, que havia recebido um ótimo lançamento. Depois de ganhar a dividida, o uruguaio ainda repôs a bola com precisão para Triguinho.

Carlos Alberto tem boa chance, mas clássico termina empatado


Com menos de um minuto de jogo, o Fluminense chegou com muito perigo. Alan fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro. Rafael, mesmo desequilibrado, conseguiu concluir, e a bola passou perto da trave esquerda de Castillo, que apenas olhou. Renato Gaúcho ainda promoveu a entrada de Somália aos 11 minutos. Foi a volta do atacante após quase nove meses se recuperando de uma lesão no joelho.

Parecia que o ritmo aumentaria, mas ficou na impressão. As duas equipes tocavam muito a bola, porém sem qualquer objetividade. O Botafogo acordou apenas aos 21 minutos, quando teve duas boas chances. Depois de uma cobrança de falta, Vanderlei subiu e cabeceou com perigo, mas Fernando Henrique fez uma grande defesa com o pé. Na seqüência, Carlos Alberto recebeu bom passe na área, mas foi desarmado no momento do chute.

Aos 29 minutos, o Botafogo teve sua melhor chance na partida. Carlos Alberto, que estava sumido em campo, recebeu a bola na grande área e chutou cruzado. A bola passou muito perto da trave direita de Fernando Henrique.

A partida continuou irritando os poucos torcedores que permaneceram no Maracanã até o final. O Botafogo continuou tentando o ataque, mas pecando muito nos passes. O Fluminense teve uma boa chance aos 45, com Tartá arriscando de fora da área. Aos 47, Ferrero recebeu cartão vermelho por acertar uma cotovelada num adversário.

Vasco vence Ipatinga em São Januário

Na noite deste sábado (28/06), o Vasco venceu o Ipatinga por 4×2, em São Januário, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols cruzmaltinos foram marcados por Alex Teixeira (2), Leandro Amaral e Jean. Com o resultado, a equipe vascaína chega aos onze pontos e assume a 9ª posição até os jogos deste domingo.

O Gigante da Colina volta a campo no próximo domingo (06/07), quando enfrenta o Figueirense no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.

O jogo

Jogando em casa, o Vasco partiu em busca dos três pontos e tratou logo de abrir o marcador. Aos 3 minutos, Wagner Diniz cruzou, a bola passou por Jean e sobrou para Alex Teixeira marcar: 1×0. O segundo gol não demorou a sair. Leandro Amaral cruzou da direita, Rodrigo Antônio dominou e deu um lindo passe para Alex Teixeira fazer explodir a torcida vascaína em São Januário.

O Ipatinga acordou no jogo e assustou o Vasco aos 15 minutos. Gérson Magrão entrou pela esquerda e acertou o travessão de Tiago. O time cruzmaltino respondeu quatro minutos depois. Jean fez boa jogada na área e chutou forte. Fred encaixou. Aos 28, a equipe mineira chegou ao seu gol. Gérson Magrão bateu para a área e Gian desviou para marcar. O terceiro gol vascaíno veio aos 41. Leandro Amaral foi derrubado por Augusto Recife e o árbitro marcou pênalti, que o próprio Leandro Amaral cobrou e converteu.

Na volta do intervalo, o Ipatinga esteve mais ousado e marcou o segundo gol aos seis minutos. Adeílson recebeu na área e soltou um bomba no ângulo de Roberto, que acabara de entrar no lugar de Tiago. O Vasco respondeu cinco minutos depois. Wagner Diniz entrou livre e chutou cruzado, à direita do gol de Fred. Aos 23, Leandro Amaral tabelou com Jean e bateu de primeira. Fred espalmou e no rebote Leandro Amaral foi empurrado na área. O árbitro não marcou o pênalti.

A equipe cruzmaltina seguiu em cima do Ipatinga em busca do quarto gol. Aos 30 minutos, Jean avançou pela direita e bateu cruzado, para fora. Três minutos depois, foi a vez de Beto aparecer com perigo. O meia recebeu de Wagner Diniz mas o chute saiu à direita de Tiago. O 4º gol aconteceu aos 36. Morais fez linda jogada pela esquerda e rolou para Jean soltar a bomba no canto esquerdo do goleiro: Vascão 4×2.

Ficha técnica: Vasco 4 x 2 Ipatinga

Local: São Januário
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR/Fifa)
Assistentes: Altemir Hausmann (RS/Fifa) e José Carlos Dias Passos (PR)
Gols: Alex Teixeira aos 3 e aos 11, Gian aos 28 e Leandro Amaral aos 41 minutos do 1º tempo; Adeílson aos 6 e Jean aos 36 minutos do 2º tempo.
Cartões amarelos: Pablo (Vasco); Paulinho Dias e Augusto Recife (Ipatinga).

VASCO:
Tiago (Roberto); Anderson, Eduardo Luiz e Rodrigo Antônio; Wagner Diniz, Jonílson, Alex Teixeira (Beto), Morais e Madson (Pablo); Jean e Leandro Amaral. Técnico: Antônio Lopes.

IPATINGA
Fred; Márcio Gabriel, Tiago Vieira, Gian e Rodriguinho (Paulinho Dias); Augusto Recife, Xaves, Leandro Salino e Gerson Magrão; Neto Baiano (Ricardinho) e Luciano Mandi (Adeílson). Técnico: Ricardo Drubscky.